• Projeto Resgate

Nossas contribuições para o Museu no Século XXII



Esse projeto lançou o olhar dos participantes sobre a cidade de Joinville, os jovens precisaram identificar legados que devem ser descontinuados, legados a serem potencializados e legados que precisam ser criados, de tal forma que o Museu no Século XXII possa trazer boas lembranças em seu acervo.


Para que pudessem entender como a história se forma, voltaram no tempo.


Participaram de uma apresentação realizada pelo historiador Júlio Cesar Vieira sobre os primórdios da história de Joinville; visitaram o centro histórico acompanhados pelo Júlio Cesar Vieira e pelo Guilherme Gassenferth, conheceram a história de velhos casarões, alguns deles restaurados outros esquecidos, finalizaram o passeio no Cemitério do Imigrante, com mais um pouco da nossa história compartilhada pelo historiador Dilney Cunha; visitaram o Museu de Imigração e o Arquivo Histórico.


A volta ao passado foi realizada para se entendere o perfil do imigrante, o que o moveu na formação de uma nova Colônia, de tal forma que isso pudesse inspirar os alunos a se verem como agentes ativos na construção da história.


O passo seguinte foi identificar pontos positivos e negativos na cidade, nesse momento o grupo dividiu-se em três, cada um com uma responsabilidade diferente: interromper um legado, potencializar outro e criar algo que ainda não existe.


O grupo que escolheu interromper um legado, percebeu que as melhorias que a cidade precisa não acontecem devido a apatia das pessoas. Decidiram criar algo que envolvesse mais as pessoas com a cidade, promovendo maior participação.


Desenvolveram a estrutura de um aplicativo, o app Cidadão Think, uma ferramenta colaborativa, dinâmica e divertida para o mapeamento em tempo real dos problemas e oportunidades percebidas no cotidiano.


O grupo que optou em potencializar algo que já existe focou nas praças, percebeu que são espaços importantes para a população, mas que poderiam ter estruturas diferentes, estruturas que provocassem maior convívio entre as pessoas e que também fossem sustentáveis.


Criaram um protótipo de mobiliário urbano com materiais sustentáveis, para que as pessoas experimentassem um lugar para relaxar, ler, rir, carregar seus celulares e conversar.


Os bancos foram confeccionados com madeira de pallets, as lixeiras foram feitas de galões de água e as floreiras de pneus. O projeto ideal, ainda teria wi-fi e energia solar.

O terceiro grupo ateve-se a questão da mobilidade urbana, na qual, um dos aspectos que agrava os problemas nessa área, é a falta de conscientização da população para com suas próprias atitudes.


Para enfrentar o problema criaram o jogo “Trilha da Sustentabilidade” que busca a conscientização da população de uma forma divertida, por meio de perguntas sobre situações do cotidiano, assim as pessoas podem refletir sobre suas atitudes e, a partir disso, mudar seus hábitos.


O processo foi muito importante pois ressaltou a importância da postura da população nos três casos, para que tenhamos um bom acervo positivo no Museu no Século XXII será imperativo uma mudança de comportamento, não será mais possível que as pessoas deleguem suas responsabilidades para outros, que insistentemente não busquem solucionar problemas e encontrem culpados. Será necessário desenvolver uma visão sistêmica do planeta, entendendo que cada um de nós contribuiu para a construção ou destruição deste.


Métodos de inovação apresentam a necessidade de mudarmos nossa forma de pensar, a empatia passa a ser fundamental na resolução de problemas, outras vão mais além, como a Teoria U de Otto Scharmer, por exemplo, indica três princípios fundamentais: um coração aberto, uma mente aberta e uma vontade aberta.

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